quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Somos Deuses?

Por Wilkson Rodrigues.

A estratégia de Satanás desde do princípio continua a mesma, tentar convencer o homem que ele não é uma mera criatura, mas que está, ou pode estar, em pé de igualdade para com seu Criador. Em Gn 3, a serpente diz ao homem: “Sereis como Deus”. Isso vem se reverberando através dos séculos frequentemente. Grupos como a Nova Era, iogues, assassinos e feiticeiros não nos surpreendem ao fazerem essas declarações. Entretanto, o mais preocupante é saber que essa reverberação está sendo feita por líderes evangélicos. Homens como K. Hagin: “Fomos criados em temos de igualdade com Deus... sem inferioridade.” Morris Cerullo chega a afirmar que: “O propósito de Deus era reproduzir-se, por isso criou o homem”. Os termos “duplicata” e “duplicação” aparecem constantemente nos discursos destes. 

Definir o termo

É importante ressaltar que o termo “pequenos deuses”, embora não soe bem, mas não é herética, desde que não seja usada no sentido de igualdade ou parte de Deus. A igreja oriental ortodoxa usa essa expressão, mas no sentido que fomos adotados por Deus. Eles não ensinam que homens falíveis sejam duplicações ou duplicatas exatas de Deus.

Uma nova distorção bíblica

Tornou-se comum para os adeptos usarem base bíblica, fora do contexto, para confundir a cabeça dos incautos e se passar como doutrina bíblica. A passagem de João 10.31-39 é usada para legitimar a deificação humana. Nessa passagem, Jesus encontra-se perto pra ser apedrejado por afirmar ser Deus: “não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?”. Jesus está fazendo referência ao Salmo 82. 
Os adeptos desse pensamento construíram toda a base de uma doutrina sem fazer a exegese do texto primário. Eles não se preocupam quando uma passagem contradiz a outra. Visto que, ao reproduzir esse ensino de Jesus dessa forma, eles estariam invalidando a passagem de Mc 12.29 e Dt 6.4, onde está explícito que só existe um Deus.

Exame mais acurado do salmo 82

No salmo 82, trata-se de um tribunal que está sentenciando os juízes que agem com imparcialidade, em favor dos ímpios. Em outras palavras, os juízes que pensavam que eram deuses, estão sendo ridicularizados. Por isso, não podemos fazer uma interpretação literal da passagem “sois deuses”, porque o contexto não dá suporte pra isso. Quando é pronunciada essas palavras, no Salmo, é pra deixar claro que esses mortais um dia iriam perecer, sofrer fraqueza, debilidade como qualquer outro. Na passagem, que Jesus se referiu, existe a expressão “filho do altíssimo”. Os adeptos usam um argumento fajuto para explicar que Jesus usou a passagem no literal. De acordo com esses adeptos, a prole toma a mesma natureza de seu pai. Um exemplo, seria que os cães têm cachorro, os gatos têm gatinhos, os peixes tem peixinhos; assim, Deus tem pequenos deuses. Os filhos de Deus são deuses. Satanás também é referido como um “deus”, em 2 Coríntios 4.4, mas por certo, ninguém supõe que isso significa, ser Satanás, uma exata duplicata de Deus. O livro de Jó deixa bem claro o quanto estamos longe de ser igual o nosso Criador.

No texto de Is 43.10-14 diz:
“Vocês são minhas testemunhas, declara o Senhor, e meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum. Eu revelei, salvei e anunciei; eu, e não sou um deus estrangeiro entre vocês. Vocês são testemunhas de que eu sou Deus, declara o Senhor. Desde os dias mais antigos eu o sou. Não há quem possa livrar alguém de minha mão. Agindo eu, quem pode desfazer?" Esse texto, mostra a grandeza de Deus e o quanto somos pequenos.

Outra coisa que os adeptos não se deram conta, é o fato de que somos filhos de Deus, não por natureza, mas por adoção. Eles poderiam levar no sentido literal também, quando Jesus chama os fariseus de serpente.  Gn1.26,27, também é usado de maneira distorcida para legitimar as aberrações que esses adeptos da fé propagam, dizendo que somos a imagem e a semelhança de Deus. Entretanto, o teólogo Millard Erickson sumarizou muito bem quando disse que “a imagem de Deus, na humanidade, evolve aquelas qualidades de Deus que, refletidas no homem, possibilitam a adoração, a interação pessoal e o trabalho conjunto”.  Longe de ser uma reprodução de Deus, a espécie humana é mais, corretamente, retratada como um reflexo de Deus. O fato que fomos criados a imagem de Deus, reflete de maneira, finita e imperfeita, os atributos comunicáveis.  Jamais o livro de Genesis afirma que somos um SOBERANO AUTÓNOMO. Pelo o contrario, somos mordomos encarregados de cuidar da criação de Deus. Um lugar onde podemos submeter a teste essa hipótese é o livro de Jó. Deus procede um discurso comparativo, dele com a humanidade. Passando quatro capítulos demostrando a Jó, com detalhes espantosos, a vasta diferença entre fracos homens e seu admirável criador.  O fato é que a Bíblia, em parte alguma, não ensina ou confirma a doutrina dos pequenos deuses. Deus é, infinita e eternamente, exaltado acima da humanidade. É o cúmulo da arrogância pensar que os seres humanos podem, ao menos, se equipar a Deus, em sua espantosa santidade e majestade. Não obstante, é isso que os proponentes estão ansiosos por fazer.

Fonte: Hank Hanegraaff, livro "O Cristianismo em Crise" CPAD, 1993.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Acendedor de sacrifícios


Sabe aqueles momentos em que tudo está dando errado? Aqueles dias em que as notícias ruins insistem em aparecer. Aquelas consultas com o médico sobre um diagnóstico que você temia. Aquela conversa “não é você, sou eu” com seu/sua quase-ex-parceiro(a). Aquele extrato do banco que parece nunca sair do vermelho. Então, sabe do que estou falando?

Pois é… Como continuar a acreditar que Deus é a nosso favor nessas horas? Uma pergunta justa, eu diria. Cuja resposta deve estar gravada definitivamente dentro de nós.

Para falar sobre isso, quero olhar para a história de Gideão. Naquela época, Israel havia sido dominado pelos midianitas e viviam uma sofrência só. Era no nível das pessoas se esconderem em cavernas e terem todas as suas plantações destruídas. E, vamos lá, não é legal ter que comprar o café da manhã na Padaria do Arqui-inimigo.

Neste momento Gideão aparece na história – apavorado e tentando fazer um caixa dois de trigo. O Anjo do Senhor – que é o próprio Jesus – aparece logo em seguida dando bom dia, chamando Gideão de “poderoso guerreiro” e falando que ele vai liderar a libertação de Israel. Não preciso nem dizer que o cara surtou, né?

Pulando partes da conversa que segue tudo isso, chegamos a Juízes 6:17, que diz:

“E Gideão prosseguiu: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo. Peço-te que não vás embora até que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante de ti”. E o Senhor respondeu: “Esperarei até você voltar”.

Gideão foi para casa, preparou um cabrito e com uma arroba de farinha fez pães sem fermento. Pôs a carne num cesto e o caldo numa panela, trouxe-os para fora e ofereceu-os a ele sob a grande árvore.

E o Anjo de Deus lhe disse: “Apanhe a carne e os pães sem fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo”. Gideão assim o fez. Com a ponta do cajado que estava em sua mão, o Anjo do Senhor tocou a carne e os pães sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu.” (Juízes 6:17-21)

“Ah é? Então Você está dizendo que está comigo? Que é ao meu favor? Que não importa o inferno astral rolando na minha vida? Então me dê um sinal!”. Essa foi a reação de Gideão. E essa seria a minha reação também, para ser bem sincero. Mas uma coisa me chamou a atenção nessa passagem e é sobre ela que quero falar.

Perceba a natureza do acordo de Gideão. Ele saberia que Jesus era a seu favor se aceitasse o sacrifício. Por isso, no desespero de aprontar o cordeiro e os pães rápido o suficiente para Jesus não se entediar e voltar aos Céus, Gideão volta para sua casa. Ele simplesmente abre mão da presença de Jesus para preparar o sacrifício.

Agora note o que acontece em seguida: Gideão volta, prepara tudo e… JESUS BOTA FOGO NO SACRIFÍCIO. Pera lá! O sacrifício era de Gideão, Jesus. Que que você tá fazendo? Ele que deveria acender a fogueira!

Não. O sacrifício não era de Gideão. Assim como também não é nosso. A mensagem que eu percebo aqui é: o único sacrifício que importa é o sacrifício de Jesus Cristo – a Cruz. Esse sacrifício é a garantia que temos de que Deus é a nosso favor. Ele entregou o Seu único filho em uma cruz! Entregou o que tinha de mais precioso, o que mais amava! Entregou parte de si mesmo para morrer uma morte indigna, cruel e amaldiçoada! Embora Gideão não entendesse tudo isso, Jesus estava falando profeticamente que a Sua morte é a garantia final para a Graça e o Favor de Deus.

Por que então continuar perguntando se Deus é realmente por nós? Por que ficar correndo atrás de sinais? Será que não percebemos que o resultado dessa busca incessante é sempre a abdicação da presença de Jesus? Portanto, tenha fé que não há maior prova de fidelidade que a Cruz. Confie no Seu Pai! Ele não te esqueceu nem te abandonou. Ele luta por você e vai fazer todas as coisas cooperarem para o seu bem (Rm 8:28)!

Do blog Ritmos da Graça

terça-feira, 12 de abril de 2016

Eu Voltei!

Olá pessoal!
Que a Graça e a Paz do nosso Deus esteja com vocês!

Bom, como vocês podem ver, faz um bom tempo que não posto nada por aqui, mas me bateu saudades e vim aqui pra dizer que EU VOLTEI!!!

Confesso a vocês que quero voltar com tudo mesmo! Quero compartilhar um pouco do que Deus me deu e receber de vocês, aquilo lhes foi dado, ou seja, gostaria que vocês comentassem as postagens, divulgasse também esse blog. Pois sei que, igual a mim, existem milhares de cristãos que são, de fato, "Guiados na Palavra".
Bom, eu pretendia mesmo era criar outro blog, mas daí vi que esse já existe desde 2010, então pensei: "Por que não reativar e dar seguimento ao que já existe?". Pensando assim, estou de volta e quero tratar assuntos relevantes a fé Cristã como, por exemplo, teológicos, doutrinários, devocionais e etc. Confesso que não sou nenhum bacharel em teologia ou coisa do tipo, mas sou um simples servo que quer aproveitar essa porta aberta por Deus para falar do pouco que eu conheço das Sagradas Escrituras.
Quero trazer postagens semanalmente, de preferência aos sábados, pois como um cidadão comum, que sou tenho meu tempo um pouco restrito.
Peço vossas orações, pois sei da responsabilidade que é o de falar das escrituras.

Que Deus, em Cristo, nos abençoe!

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! Rm.11.36

Por: Mardônio Araújo

 Um simples servo



segunda-feira, 9 de março de 2015

DAVI E OS GIGANTES QUE ELE NÃO VENCEU

  



Por João Batista


  "Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo (3,22mt); Trazia na cabeça um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze; E trazia grevas de bronze por cima de seus pés e escudo de bronze entre os seus ombros; E a haste da sua lança era como eixo de tecelão, e o ferro da sua lança, de seiscentos siclos de ferro; e diante dele ia o escudeiro."   (1Sm. 17. 4-7)



Qual a visão que se tem de um gigante? É de alguém ou algo muito poderoso e muito forte e até com aparência invencível. Normalmente, o cristão já está acostumado a se deparar com esse tipo de coisa. No decorrer de toda nossa vida, nos deparamos com gigantes, são verdadeiros GOLIAS, que já parecem vitoriosos mesmo antes de agirem. Tamanha é a fúria com que atacam. Poderão ser os problemas cotidianos como dificuldades financeiras, desemprego, enfermidade, violência, adversidades, perseguições,inconstância e etc. Porém, os piores “gigantes” são os que residem dentro do próprio homem.Existem ainda e são muito perigosos “gigantes espirituais” que procuram nos escravizar no pecado e também desviar o crente dos caminhos do Senhor. Mas quero destacar os Golias que Davi, o homem segundo o coração de Deus, não conseguiu vencer. Os “gigantes” que o rei Davi não conseguiu vencer, se instalam no coração do homem, porque são eles que falam e não mais Deus, eles são adversários terríveis! Quando isso acontece quem predomina na investida é o diabo para derrubar o servo(a) do Senhor. O orgulho, egoísmo, a rebeldia, levando-os a inevitável queda.

ESSES SÃO OS GIGANTES QUE LEVARAM O REI DAVI À QUEDA:

1º. A TENTAÇÃO. É o sentimento que desvirtua as atitudes do servo de Deus e que contraria seus valores e crenças.   Pv. 27.20b. Diz que "como insaciáveis são os olhos do homem;           Ec.4.8. "Havia um homem, os seus olhos não se satisfaziam com sua riqueza."   O rei Davi conviveu com esse gigante quando cobiçou Bate-Seba. A tentação pode ser considerada como um teste difícil. Poucos homens na bíblia saíram vitoriosos contra esse gigante. No aspecto espiritual, é uma tentativa satânica de levar o homem de Deus a cometer atos que desagradem a seu Deus. Aonde estava Davi em tempo de guerra? Em Jerusalém. 2Sm.11.2. Uma tarde Davi levantou-se da cama e foi passear pelo terraço do palácio. Do terraço viu uma mulher muito bonita tomando um banho. Ele estava deixando de cumprir o estatuto da lei de guerra que se encontra em Dt. 20.1-4. Deus determina que os líderes de Israel sejam os primeiros a anunciar a guerra e dela participar.Davi esta no palácio real, a vida de conforto e luxo do rei desenvolveu em Davi a auto-confiança. Foi um tempo de perda para esse homem que foi escolhido “segundo o coração de Deus”, ISm.13.14. Lembra-se de Saul. Embora Davi tenha se arrependido dos seus pecados e recebido o perdão da parte de Deus, as consequências disso não foram eliminadas por Deus.

 2º. O ADULTÉRIO. Essa palavra é derivada do latim, “alterum torum" que significa literalmente na cama de outro(a). Nos nossos dias essa prática ganha um nome mais light,infidelidade conjugal.   Em IISm.11.3. “e mandou alguém procurar saber quem era”. Davi passa a ser perturbado por um espírito de adultério quando vê Bate-Seba se banhando à tarde em seu próprio pátio. A gravidez de Bate-Seba não estava nos planos de Davi. O plano A não deu certo. Então Davi elabora o plano B, planejando a morte “acidental” de Urias afim de proteger-se a si mesmo e encobrir seu pecado de adultério.  Foram dois pecados que Davi estava cometendo: adultério e homicídio a sangue frio para encobrir sua hipocrisia, Davi se tornara réu da quebra do sexto,sétimo, oitavo, nono e décimo mandamento (Ex. 20.13-17). Seus pecados eram ainda mais graves,por que ele era Pastor do povo de Deus e responsável pela administração da justiça e da retidão em Israel.  IISm. 8.15. ”Davi reinou sobre todo o Israel, administrando o direito e a justiça a todo o seu povo”. NVI. Pela lei ele era réu de morte. Que lição para quem pensa que o pecado é algo banal. Algo que Deus simplesmente perdoa e esquece! Não!  Em IISm. 12.10. “Por isso, a espada nunca se afastará de sua família,pois você me desprezou e tomou amulher de Urias, o hitita, para ser sua mulher”.

 3º A MALÍCIA. É tendência para o mal. Malignidade, astúcia;“Esperteza”. A malícia é uma tendência para o mal que não se expressa à primeira vista. A malícia, inicialmente, fica encoberta e passa despercebida. A pessoa maliciosa maquina o mal em seu coração e suas ações são sutis, como se fossem uma teia para envolver a pessoa que se encontra em sua mira. É uma obra da carne Gl.5.19.20, assim sendo é contraditória à vontade de Deus. A malícia representa uma tendência vigorosa para o mal. Má índole, esperteza, astúcia, habilidade para enganar, artimanhas, falsidade, intenção maldosa e fingimento. A bíblia registra casos de várias pessoas que, usando de má fé, malícia ou astúcia conseguiram concretizar seus desejos. Mas para todos os casos, o resultado foi à reprovação de Deus e consequentemente o seu juízo. O caso do rei Davi que era um homem segundo o coração de Deus.  ISm. 13.14b. "O Senhor procurou um homem segundo o seu coração". O pecado cauteriza a mente do homem. O general Joabe tinha uma carta do rei que ordenava a própria e injusta execução de Urias (inocente e fiel). Atenção lideres leiam IJo. 3.12-15!  “Qualquer que aborrecer a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna."

 4º O ORGULHO - É um sentimento de satisfação pela capacidade e realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal, vaidade, ostentação. O orgulho em algumas situações pode ser considerado como um sentimento de dignidade, de auto-confiança pessoal, brio, altivez, principalmente quando é vivido em um grau de satisfação e felicidade por algo conquistado. O orgulho é considerado pecaminoso pela bíblia, ou melhor, pelo próprio Deus.   Traduz o conceito elevado ou exagerado de si próprio; o amor próprio exacerbado que leva à soberba, isto é, um orgulho exagerado; também considerado como arrogância, insolência e brutalidade. Outro ato de orgulho que o rei Davi cometeu: Criou um Censo para Israel sem autorização de Deus. IISm.24.3c. ”Mas por que o rei meu Senhor, deseja fazer isso? 24. Mas a palavra do rei prevaleceu sobre a de Joabe e sobre a dos comandantes do exército; então eles saíram da presença do rei para contar o povo de Israel".  Davi caiu no laço do engano, é bom observarmos que foi depois de grandes vitórias e realizações de Davi, que o diabo conseguiu essa brecha na vida do rei. No versículo 10 o rei expressa: “Depois de contar o povo, Davi sentiu remorso e disse ao SENHOR: Pequei gravemente com o que fiz! Agora, SENHOR, eu imploro que perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande loucura!”. Está faltando lideres como esse nos nossos dias que se arrependam por fazerem mal ao povo que não são seus, mas de Deus. um dia ouvi um líder de uma grande igreja dizer uma besteira, "a minha Igreja está em pleno crescimento, por que as outras só patinam". Deus tenha misericórdia desse líder!   O general Joabe percebeu que algo estava errado com o rei Davi. Mas o orgulho de grandeza era tanto no coração do rei, como do povo. Pv.28.14. "Bem aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal”.   Davi estava procurando pra si exaltação pessoal. Por ter conquistado muitos exércitos de seus inimigos, por ter um poderio militar quase que imbatível, havia ele desprezado a fé e a humildade. Estamos vivendo esse momento de Davi, de lideres que lideram confiando em sua própria capacidade e seus exércitos. Em ICr.21.11. O profeta Gade transmite uma ordem inusitada de Deus, no Vv.13. Davi responde: “É grande a minha angustia! Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois grande é sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens”.

 Será que ainda há lideres que reconhecem diante de Deus e do povo o seus erros?

  Pv.29.23a "O orgulho do homem o humilha."

Pb. João Batista Sampaio
   Fortaleza - Ceará

sábado, 5 de abril de 2014

Um paralelo do crente inglês do século XIX e a Igreja brasileira atual


Por Antognoni Misael

Em um dos livros da coleção ‘A formação da classe Operária Inglesa’, especificamente no de Volume três, o autor E.P.Thompson, famoso por uma cosmovisão neomarxista, discorre sobre a formação da consciência da classe de trabalhadores ante o analfabetismo existente entre os ingleses do século XIX. 

O que me chamou muita atenção em sua obra foi encontrar registros de que os protestantes daquela época exerceram um papel fundamental na construção do conhecimento, desenvolvimento do senso crítico social, e mais que isso, no processo de alfabetização de parte da população.

Havia uma grande busca pelo crescimento intelectual dentre os cristãos daquela época. Thompson ainda registra que era comum um trabalhador analfabeto andar quilômetros para ouvir um sermão de um pregador cristão. A ideia da obra de Thompson tem a premissa de que o analfabetismo de grande parte daquela massa, cujos cristãos eram maioria, não determinou que o nível de consciência política e social fosse comprometido. Eu vou mais além, digo que não comprometeu a sede em conhecer mais a Deus e que tipo de cosmovisão condizia com os valores dEle.

Thompson ainda relata que os cristãos que abandonavam o analfabetismo o faziam por insistentes leituras na Bíblia Sagrada aliadas as aulas informais solidarizadas por outros operários, enquanto que as suas crianças tinham o privilégio de serem logo cedo, veja:
Se as Sociedades Bíblicas e as sociedades da Escola Dominical não foram frequentadas para nenhum outro bem, pelo menos produziram um efeito benéfico – foram o meio de ensinar muitos milhares de crianças a ler” (Thompson, E.P., p. 308)
Apesar de relatos como estes não serem novidades, a saber que a Inglaterra pós-avivamento ainda aspirava busca pelo conhecimento sobre Deus, o mais interessante aqui é observar os registros de um historiador secular neomarxista a respeito dos hábitos protestantes.

Estamos no Brasil, século XXI. Em nossas igrejas é raro que nas Escolas Bíblicas Dominicais se alfabetize alguém, assim como dificilmente algum irmão andaria quilômetros para ouvir um sermão reformado! Estamos na era moderna, do evangelho moderno!

Mas o que me não me deixar parar de refletir é avaliar que se lemos a Bíblia, não primordialmente para aprender gramática… se nossas Escolas Bíblicas não, necessariamente, alfabetiza nossas crianças, mas as ensinam sobre o caminho; e se não precisamos andar quilômetros para ouvir um bom sermão na igreja, haja vista termos acessibilidade geográfica, de transporte e/ou mídia, me surpreende a situação a qual nos encontramos.

É como se atualmente grande parte de nossas igrejas fosse analfabeta em relação ao Evangelho; nossas Escolas Bíblicas fossem irrelevantes (a saber, que em muitas igrejas elas nem existem mais), e que as pessoas hoje em dia podem até andar quilômetros e mais quilômetros, só que, não para ouvir um bom sermão, mas para receber alguma cura, milagre ou benção material.

Reler estas passagens da oba de Thompson me deu vergonha de parte da igreja contemporânea, aliás, é esta dita parte que ao receber o fermento religioso e mercadológico inchou a ponto de tornar-se uma ofensa ao próprio Evangelho.

Portanto, sugiro que aprendamos um pouco com os operários da Inglaterra do século XIX – conscientes, questionadores, andarilhos em busca de sermões, profissionais que faziam de seus ofícios um culto a Deus. É a prova de que a igreja brasileira pode até ter um bom currículo, mas isto não a exime de ser analfabeta biblicamente, “desconsciente”, dicotomizada, burrificada, porém alegando ter a mente do Cristo. #SQN!

***

Antognoni Misael, pós-graduando em História (UEPB), músico, editor do Arte de Chocar e Púlpito Cristão.

P.S.: Não me surpreenderá um "maluco" ler este post e sair por aí dizendo que eu sou um comunista!

quarta-feira, 26 de março de 2014

O agir de Deus







"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;" 1 Coríntios 1:27


Hoje eu estava meditando na palavra e pude perceber como Deus age no ser humano. Ele escolhe locais ou pessoas que julgamos não serem nada e acaba fazendo uma grande obra, como é o caso de Gideão.” E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai” - (Juizes 6:15). e com apenas 300 homens venceu uma batalha e libertou  Israel da opressão dos midianitas. Vemos também Rute uma moabita (Rute1:22), tida como virtuosa em Israel (Rute3:11) e teve participação na genealogia do mestre (Mateus 1:5). Não posso me esquecer de Davi o menor da sua casa, pastoreava ovelhas e se tornou rei em Israel  (1 Samuel 16:11). Também não podemos esquecer-nos de Elias o profeta de Tisbe, pequena aldeia em Israel  que ninguém  achava que dali sairia alguma coisa (1 Reis 17:01),. Também temos como exemplo o profeta Amós que antes do chamado apascentava bois (Amós 7:14). Se fosse continuar exemplificando passaríamos muito tempo lembrando Pedro e seus irmãos que eram pescadores (Mateus 04:18-19), Mateus um publicano (Mateus 09:09), Saulo um perseguidor que se tornou em Paulo, a pequena Nazaré que muitos naquela época diziam “pode vir alguma coisa boa de Nazaré¿”.
 Enfim percebi que o Senhor escolhe locais e pessoas, onde achamos que dali não vai sair nada e cheguei até a pensar que Deus se importa mais com humildes (socialmente falando) do que com pessoas que julgamos comuns. De repente me lembrei das palavras do apostolo Paulo quando ele diz “que Deus usa as coisas que não são para confundir as que são”. Então surge uma pergunta por que o Senhor age dessa forma¿ A resposta fui encontrar em  Isaías 48:11 que diz Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.”
Ou seja, Deus age dessa forma para que saibamos que tudo vem dele, Ele pega o menor, para fazer coisas grandes. Por isso meu irmão de Deus te está te usando grandemente, lembre-se de suas origens e saiba que se o Senhor não tivera lhe chamado você não estaria onde está hoje. Coragem! Não perca o ânimo se importando com o que os outros dizem. Deus é contigo!



“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.Romanos 11:36

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

É lamentável




"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento..." Oséias 4:6.

A nossa geração está vivendo um momento "glorioso" para os evangélicos, onde cresce a cada ano o número de igrejas nessa nação e o número de evangélicos no Brasil não para de crescer. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a previsão é que até o ano 2020 o Brasil terá a sua população com 50% formada por evangélicos.

Olhando para esse lado tudo parece ser maravilhoso, mas será que a Igreja está preparada para receber os novos crentes? Quando digo isso me refiro ao ensino da Palavra de Deus. Grande parte de nossas igrejas só estão preocupadas com a quantidade e deixa de lado o verdadeiro ensino da Palavra, se preocupam muito com campanhas, festas, eventos, shows, etc. Gerando assim um grupo de crentes vazios de conhecimento e cheios de expectativas infrutíferas.

Deveríamos nos preocupar mais em orientar, discipular e guiar os nossos novos convertidos. O profeta Oséias profetizou que "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento..." Oséias 4:6. Já pensou metade da nossa população se dizendo crente em Jesus, porém rejeitando o conhecimento de Deus que só é obtido pela Palavra de Deus? (Jo 17.17, 14.06, 15.03, Ef 05.26) ainda no mesmo versículo de Oséias O Senhor fala que rejeitará aqueles que rejeitaram o conhecimento. Fico muito triste porque muitas de nossas igrejas não estão preocupadas com o ensino e se continuarmos assim o Brasil terá uma população de evangélicos sem Deus.

O profeta sentindo a mesma necessidade na sua geração faz um clamor que é válido para os nossos dias: "Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida" Oséias 6:1 e em seguida ele faz um outro apelo "Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR" Oséias 6:3. Quero fazer um apelo aos pastores dessa geração: Não deixem de ensinar a palavra como ela é, não neguem e nem negligenciem o ensino, pois precisamos alimentar os novos crentes que virão marchar conosco rumo a Canaã celestial. Que as estatísticas estejam corretas sobre o ano de 2020, porém cabe a nós fazer dessa nação uma nação cheia de Deus e avivada pela Palavra de Deus