quarta-feira, 18 de julho de 2018

Qual a importância dos valores cristãos para os dias atuais?


Os valores cristãos estão sendo cada vez mais esquecidos pela sociedade brasileira. Um dos maiores desafios do mundo moderno é viver os valores que estão na Biblia, seja no ciclo familiar ou fora dele. Percebemos que com o passar do tempo os inimigos de Deus crescem e como não podem mais atacar e matar a Jesus Cristo que ressuscitou, eles atacam aquilo que o Senhor nos deixou como herança, que são seus ensinamentos, Palavras e até mesmo suas atitudes pessoais que ficaram guardadas na memória daqueles que testemunharam os fatos históricos e marcantes que estão narrados na Bíblia.

Quais são esses valores ?

Tudo o que Jesus testemunhou e nos ensinou com suas ações se tornaram valores, ou melhor “tesouros inestimáveis” como Jesus mesmo identificou em seus ensinamentos, seriam coisas tão valiosas que superariam até mesmo a nossa vida e para preservar as suas palavras ele entregou a sua própria vida, porque preferiu morrer que negar qualquer coisa que havia ensinado a todos.
Hoje, a civilização tem vivido um retrocesso à idade da pedra se tratando de cristianismo, onde os princípios Cristãos que costumavam formar as pessoas foram abandonados, e pouco a pouco vão abandonando o que temos de mais precioso, que são os nossos valores bíblicos e os substituindo pelos famosos direitos humanos que são muito “discutíveis” que nada tem de direito e sim obrigações a serem seguidas pela maioria em benefício de uma minoria. Na verdade a igreja através de seus membros fez um enorme trabalho de evangelização no passado, disseminando a verdade cristã entre os diversos povos pagãos que habitavam a Ásia, Europa, etc.
Os princípios religiosos se tornaram normas e leis de ensino nas escolas até que a civilização amadureceu e agora que deveria estar avançando mais profundamente rumo à perfeição, mas não, nós nos deparamos com uma tremenda apostasia e um abandono da fé em grande parte do mundo.
Atualmente nossa luta como evangélicos é tentar reverter este processo de banalização dos princípios Cristãos, reverter este processo que o mundo nos impõe tentando mudar a nossa maneira de ser e de ensinar as pessoas. Até mesmo as leis que comandam alguns Países e os mantêm de pé estão sendo substituídas por outras que não se comprometem com o bem estar do ser humano ou sua dignidade como filho do Deus Altíssimo, dando margem a todo tipo de atrocidades destruindo pouco a pouco a civilização que conhecemos.
Devemos redescobrir estes valores cristãos, viver estes valores cristãos e ensina-los as pessoas. O nosso mundo padece nas mãos dos aproveitadores e sugadores das riquezas naturais que não se preocupam nenhum pouco com o que acontecerá amanhã com o planeta ou o homem que nele reside.

Consciência cristã longe das imposições do mundo!

Tudo começou na sala da casa do apóstolo Estevam e da bispa Sonia, onde iniciaram as primeiras reuniões com a família e alguns poucos amigos. (Nessa mesma casa, Estevam e sua família abrigaram 12 pessoas, dependentes químicos, que durante anos foram acompanhados, discipulados e tratados com carinho e atenção. Era o embrião de um dos pilares ministeriais mais destacados da igreja - um lindo trabalho que é desenvolvido há 20 anos com jovens e adultos que se encontram mergulhados no vazio do mundo das drogas).
A cada encontro, mais pessoas se juntavam e, esse espaço começou a ficar pequeno. Resolveram então levar as reuniões para o salão de uma pizzaria na Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo.
Os cultos continuaram crescendo e o próximo passo foi inevitável: a mudança para um lugar maior. Surgiu o convite da Igreja Árabe que cedeu um espaço no subsolo para algumas reuniões semanais.
Começava ali, uma grande explosão de salvação e fé que viria se transformar no que atualmente é a igreja Renascer: um celeiro de milhares de vidas transformadas pelas boas novas do evangelho de Jesus Cristo.
Já se passaram 20 anos, e, os mesmos ideais e valores do princípio respaldam a visão da igreja e de seus líderes fundadores – o amor pelas vidas e o desejo de cumprir a plenitude da vontade de Deus.
Hoje, são 500 igrejas espalhadas por todo o Brasil, América Latina e Estados Unidos.
Os frutos da igreja falam por si só: Em 2006, as igrejas Renascer em Cristo realizaram 32 mil, 786 batismos nas águas, 57 mil vidas foram restauradas e voltaram a servir ao Senhor – uma colheita do ministério Volta Logo.
A campanha mais 1, onde uma pessoa que freqüenta a igreja leva mais um convidado, trouxe para os braços do Senhor 200 mil pessoas. Em 2006, aconteceram 318 mil, 451 conversões.
A Renascer em Cristo desenvolve anualmente inúmeros eventos como as gravações do Renascer Praise, ministério de louvor da igreja que já lançou 13 CDs e 7 DVDs, com destaque para o álbum gravado em Israel, onde se tornou no primeiro grupo musical a fazer um espetáculo em uma arena a céu aberto em Jerusalém. Nas últimas edições gravadas no estádio municipal do Pacaembu em São Paulo, a platéia superou as 60 mil pessoas, e contou com uma mega estrutura de som, palco e luz e um imenso coral de 12 mil vozes.
Também durante o ano, a igreja Renascer realiza o Encontro Nacional de Homens, Encontro Nacional de Mulheres,  A Conferência Apostólica Internacional, com a presença de apóstolos preletores de vários continentes e o SOS da Vida Gospel Festival, tradicional evento de música que há mais de 15 anos movimenta milhares de pessoas até São Paulo para 2 dias de shows com atrações da música cristã nacional e internacional.

Jovens com ideais cristãos... Existe?

Juventude, atitude e virtude!

O O2 Church é o ministério que nasceu no coração de Deus com o propósito de alcançar os jovens dentro de sua linguagem e universo sem descaracterizá-los, proporcionar-lhes um encontro com Cristo e a consequente transformação de suas vidas. No O2 Church, os jovens descobrem sua Paternidade Apostólica e são levados a entender propósitos de crescimento ministerial e pessoal que dirigirão sua vida, seus relacionamentos e valores.
Dentre as atividades que fazem parte do trabalho deste ministério destacam-se: evangelismo de rua; os "caretaços" – movimento de divulgação da campanha "Sou Careta, Drogas Bah!"; vigílias; festas e eventos; evangelismo com bandas; ações sociais; entre outras.
As reuniões acontecem, normalmente, na Igreja local, embora algumas, de âmbito global, possam acontecer em outros locais predeterminados. O ministério realiza também acampamentos e grandes eventos de evangelismo, levando salvação ao mundo todo pelo seu maior projeto – alcançar jovens pelo amor de Jesus Cristo.

Fonte: iGospel

terça-feira, 17 de julho de 2018

Uma palestrante de um TEDx, na Alemanha, diz que "a pedofilia é uma orientação sexual natural"


Durante um TEDx Talk, Mirjam Heine, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, afirmou que “a pedofilia é uma orientação sexual natural, assim como a heterossexualidade”.

"De acordo com pesquisas atuais, a pedofilia é uma orientação sexual imutável", argumentou Heine. “Assim como, por exemplo, a heterossexualidade. Ninguém escolhe ser pedófilo. Ninguém pode deixar de ser um.

“A diferença entre a pedofilia e outras orientações sexuais é que viver essa orientação sexual terminará em um desastre ... É nossa responsabilidade superar nossos sentimentos negativos em relação aos pedófilos. E tratá-los com o mesmo respeito que tratamos as outras pessoas.

“Devemos aceitar que os pedófilos são pessoas que não escolheram sua sexualidade ... Devemos aceitar que a pedofilia é uma preferência sexual, um pensamento, um sentimento e não um ato. Devemos diferenciar entre abuso sexual infantil e pedofilia. Não devemos aumentar o sofrimento dos pedófilos excluindo-os, culpando-os e ridicularizando-os ”.

Fonte: The Calderon Pool

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Como Debater de Forma Cristã

Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos."
(Romanos 15:1)

"Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos."
(Provérbios 8:12)

Participei de muitos debates teológicos ao longo de duas décadas. Debates em grupos de estudos, em salas de aulas de escola dominical, em aulas de seminários e em formatos virtuais. Os debates presenciais são menos quentes e mais respeitosos (normalmente!), já os virtuais, talvez pelo distanciamento das pessoas, são mais quentes e desrespeitosos (nem sempre!). O fato é que há uma tendência no mundo virtual de demonstrar mais intolerância. A impulsividade e emotividade é mais quente no campo virtual. No início da minha fé e por um longo tempo debati demais com arminianos. Um amigo e pastor, em tom de brincadeira disse que nós éramos forjados em caldeira quente.

Confesso com tristeza que em muitos debates fui intolerante, explosivo, arrogante e um tolo insuportável. Eu era um pedante e deveria ser um pedinte. Não todo o tempo, mas muitas vezes. Aprendi bastante sobre os dois lados da moeda, entre ser intolerante e ser tolerante, como administrador do fórum virtual Monergismo. Tratava-se de um fórum de debates teológicos em língua portuguesa, dos mais quentes e visualizados. Milhares de visualizações, centenas de tópicos e discussões. Administrei por anos seguidos, discutíamos um grande volume de informações, era uma verdadeira arena com centenas de debatedores e dezenas de moderadores.

Debatíamos com ateus, católicos, mórmons, testemunhas de Jeová, adventistas e muitos arminianos, muitos! O fórum Monergismo é uma lenda na Internet com seus debates quentes. Como era um fórum confessional protestante calvinista havia muita discussão com grupos contrários. Havia muita gente que só observava o desenrolar dos debates, outros faziam perguntas sinceras, outras vezes os questionamentos carregavam em si uma má intenção ou artimanha, outros eram apenas blábláblás; era um campo minado; havia muito confronto, muitas vezes ásperos. Num campo minado, não poucas vezes o melhor caminho é observar os outros caminhando, para discernir onde pisar. Nesses embates nós como participantes experimentamos aspectos negativos e positivos. Havia muita pesquisa de textos e consultas de colegas mais experientes. Fizemos grandes amizades e adversários obstinados.

Confesso que aprendi muito, teologicamente, e muito mais em termos práticos sobre o comportamento humano e autorreflexão. Com certeza, na defesa da fé, ao longo do tempo de experiência ganhamos couro de teflon. O perigo era ficar insensível e desumanizado nos debates. Por parte de muitos debatedores havia uma disposição competitiva e desafiante, e muitos entravam em debates para ganhar e vencer, outros entravam para testar e colocar à prova seu sistema de doutrina; outros entravam somente para despejar suas heresias e cair fora; e outros com a simples intenção de aprender ou aumentar seu conhecimento. E nesse fogo cruzado, todos os dias, por meses seguidos estavam os novos na fé e os irmãos em Cristo mais fracos.

Mesmo sabendo que ali era uma arena de debates e não um chá de senhoras ou uma sala de aula de escola dominical para iniciantes, nós tínhamos a consciência que precisávamos ter muita sabedoria, inteligência, entendimento e discernimento para não girar a metralhadora para todos os lados. Era uma grande responsabilidade. Podemos ferir muita gente e também colher bons frutos. Lendo um antigo livro chamado O Caniço Ferido de Richard Sibbes, percebi como Deus trata o nosso crescimento cristão. Deus nos ensina a cada dia a termos melhor discernimento. Ao longo deste texto tomei emprestado algumas das reflexões do autor Richard Sibbes, também conhecido como o Doutor da Alma, para ficar mais claro a minha experiência sobre apologética.

A maior lição que aprendi em debates, principalmente os virtuais, é que temos que ter mais misericórdia com os mais fracos (algo que não aprendi da noite para o dia!). Como cristãos nosso maior exemplo é o próprio Cristo que suportou as muitas fraquezas dos seus discípulos. De certo, o Senhor por vezes se mostrou duro em confrontar seus seguidores, mas certamente o fez em amor perfeito. Ele é o nosso padrão, nada menos! A misericórdia é a pluma, a severidade (e dureza) é o cajado, por muitas vezes necessário, mas aplicado com justiça e discernimento. Uma ovelha ferida precisa muito mais de cuidado, e não de uma cajadada! Onde há mais santidade, há mais moderação, sem prejuízo da piedade a Deus e ao bem dos outros. Vemos em Cristo uma maravilhosa combinação de absoluta santidade com grande moderação.

"Grandes poderes, grandes responsabilidades", uma frase clássica da Marvel, que poderia ser bíblica*. Foi assim que o apóstolo Paulo fez com as forças poderosas da revelação da Palavra de Deus que recebeu. Ele, um seguidor exemplar de Cristo, ensinou que devemos suportar a fraqueza dos outros.

"Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos."
(Romanos 15:1)

E também:

"Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns."
(1 Coríntios 9:22)

O que aprendi nas arenas apologéticas: Que não devemos bombardear os mais novos na fé e os mais fracos com todo peso de teologia existente (como se fosse possível!). DEVEMOS OFERECER A ELES OS PONTOS FUNDAMENTAIS DA FÉ CRISTÃ. Devemos treiná-los e equipá-los PROGRESSIVAMENTE. Com PACIÊNCIA e MISERICÓRDIA. Para que eles possam aos poucos suportar a bagagem teológica de todo sistema. E muitas vezes fazemos o contrário! Sobrecarregamos os mais fracos com um peso insuportável e ainda exigimos que aguentem o peso. Não somos faraós com chicote na mão dando ordens para carregar pedras! Calma jovem! Muito cuidado para não pisar em um dos pequeninos do Senhor Jesus!

De modo geral, nos debates, esquecemo-nos de aproximar o mais fraco ao calor aconchegante do amor de Deus e do espírito voluntário de servir a este Deus maravilhoso. Antes de responder impulsivamente e sem misericórdia a quem nos questiona, lembre-se que ele pode está experimentando o seu primeiro amor por Cristo Jesus. E também devemos lembrar-nos do nosso primeiro amor, quando tínhamos menos conhecimento teológico, mas o nosso coração era mais quente em relação ao Senhor. O amor de Cristo nos constrange.

Há locais mais apropriados para debates mais quentes, como por exemplo, um seminário ou mesmo um fórum virtual, e mesmo assim devemos ter sempre o cuidado e a prudência cristã. Há locais que definitivamente não são lugares apropriados para discussões acaloradas, como uma escola dominical ou certos ambientes virtuais. Toda "disputa" entre cristãos-cristãos e cristãos-não-cristãos deve ser tratada com discernimento e justiça. Devemos nos esforçar para não ofender ninguém, e quando ofendido não reagir com ofensas, intolerância e arrogância.

Peça entendimento ao Senhor. Temos uma tendência pecaminosa de sermos compassivos com os nossos erros e severos para com os erros dos outros. Alguém já disse com propriedade que em mais ocasiões do que queremos admitir, grandes mediocridades às vezes acabam em posições de enorme responsabilidade. Precisamos ter muita paciência e misericórdia quando recebermos uma crítica, nem sempre as críticas são construtivas, mas temos que saber lidar com isso da melhor maneira que glorifique a Deus. Podemos assumir posições e não estar preparados para elas.

Devemos ter equilíbrio e moderação em tudo, muito mais em debates teológicos! Ser tolerante e paciente não significa que devemos encorajar que o mais fraco continue fraco ou em erros, pelo contrário, devemos trabalhar para que ele se fortaleça. Devemos discernir quem nos opõe e saber lidar muitas vezes com a cegueira do próximo, com a arrogância, a ignorância, a curiosidade, as armadilhas, a obstinação, a irreverência, a fraqueza e tantas outras características humanas. E lembrar que ainda temos muito disso ainda em nós como pecadores. Examinemos a nós mesmos.

Obviamente, há pessoas atrevidas e irreverentes que são intratáveis. Ainda assim somos ordenados a amar o nosso próximo, e isso começa com o senso de não fazer a ele o que não gostaríamos que ele fizesse a nós.

Quanto mais a gente se aproxima do conhecimento verdadeiro e da santidade de Deus, mais enxergamos a nossa falta de humildade, e nos arvoramos e inflamos, crescemos em orgulho por causa de algum talento. Esquecendo que o dom foi dado por Deus. Como é tolo quando alguém que se acha superior em erudição e é comparado a Cristo! "Eu sou o Senhor que vos santifico." (Levítico 22:32). Deus não quer que apenas o conheçamos, mas que sejamos como Ele é! Assim como Deus é, seja! Esta é a Palavra que os profetas trouxeram para seu povo. Por toda Bíblia há o encorajamento à santificação.

Devemos ter cuidado com a cultura imediatista nos debates, tomar cuidado com a busca da glória pessoal, a fama, a gratificação e a autossatisfação. Devemos buscar a simplicidade e humildade contra a impulsividade, super confiança e emotividade.

Peçamos a Deus para saber usar com alguns, no momento certo, a doce misericórdia, a pluma, e com outros, um cajado. Muitos pecadores não são curados com palavras doces, mas um grande discernimento é necessário.

Como escreveu Richard Sibbes em O Caniço Ferido:

"O Espírito Santo veio tanto em línguas de fogo quanto na semelhança de pomba, e o mesmo Espírito concederá um espírito de prudência, que é o sal para temperar todas as nossas palavras e ações."

Tomemos cuidado para saber tratar com cada um, com os mais velhos e com os novos crentes. Há matérias que devem ser estudadas e assimiladas a seu tempo. Não se deve oferecer uma feijoada a uma criança que só toma leite.

Voltando aos conselhos dos antigos:

"Os embaixadores de um tão gentil Salvador não devem ser ditatoriais. Lembremos quão cuidadoso foi Paulo nos casos de consciência para não colocar uma armadilha sobre qualquer consciência fraca."
- Richard Sibbes

Lembremo-nos, em nosso mundo globalizado temos vendavais de ventos de doutrinas por todos os lugares, e muita gente é analfabeta funcional e bíblica. Temos que ter muita paciência e discernimento. Nosso Senhor Jesus Cristo se rebaixou voluntariamente à nossa natureza. Paulo foi o teólogo mais profundo, mas veio como uma ama para os mais fracos (1 Tessalonicenses 2:7). Estes são os ensinos dos antigos puritanos.

"Cristo escolheu, para pregar misericórdia, aqueles que experimentaram a maior misericórdia, como Pedro e Paulo, para que pudesse ser eles exemplos do que ensinavam. Paulo tornou-se tudo para todos (1 Coríntios 9:22), rebaixando-se até eles para o seu bem. Cristo desceu do céus e esvaziou-se da majestade em suave amor pelas almas. Não desceremos nós de nosso elevado amor-próprio para fazer o bem a qualquer um? Devem os homens ser orgulhosos depois de Deus ter sido humilde?"
- Richard Sibbes

Sigamos o conselho dos antigos.

Não devemos atormentar as imaginações das pessoas com curiosidades ou contendas sobre dúvidas.

"Religião não é somente uma questão de inteligência, de se criar e resolver problemas teóricos. Os cérebros que se inclinam a esse caminho são, comumente, mais quentes que seus corações (...) Não devemos apertar onde Deus afrouxa, nem afrouxar onde Deus aperta, não abrir onde Deus fecha, nem fechar onde Deus abre."
- Richard Sibbes

Há muitos que precisam de palavras suaves e confortadoras. Deus tem duas formas de tratar, com consolo (Isaías 40:1) e com trombeta (Isaías 58:1). Precisamos acima de tudo ter sabedoria para discernir. O equilíbrio da misericórdia e da severidade é difícil.

O alerta de Tiago é muito importante para o que temos tratado até aqui:

"Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo."
(Tiago 3:1)

Este alerta parece que não está sendo muito aplicado hoje em dia.

As armas dessa batalha não devem ser carnais.

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas."
(2 Coríntios 10:4)

Que o espírito de misericórdia que esteve em Cristo nos mova. Peçamos a Deus sabedoria para saber dizer "a seu tempo uma boa palavra" (Isaías 50:4).

*Nota de Fernando Frezza:
Acredito que uma mensagem parecida com a frase da Marvel mencionada se encontra em Lucas 12:48: "Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá."

Título original: A Pluma e o Cajado: A Defesa da Fé e o Espírito de Misericórdia

domingo, 15 de julho de 2018

Segundo pesquisa, conservadores enxergam mais sentido na vida do que os liberais

Um estudo curioso conduzido pelos pesquisadores David B. Newman, Norbert Schwarz, Jesse Graham e Arthur A. Stone, publicado no último dia 15 de junho na Social Psychological and Personality Science (Psicologia Social e Ciência da Personalidade), revelou que pessoas conservadores encontram maior sentido na vida do que os liberais.
“Esta é uma relação pequena, mas robusta, encontrada em 5 conjuntos de dados que incluem amostras representativas de 16 países; alguns dos dados foram coletados no início dos anos 80, alguns foram coletados em 2017 ”, declarou David Newman, da University of Southern California.
Newman foi o responsável por iniciar o estudo, se unindo aos demais estudiosos posteriormente. Eles perceberam que a diferença em relação aos anos (de 1980 para 2017) revela que há uma constância nos resultados, especialmente quando consideramos que os dados foram coletados em diferentes nacionalidades.
“O efeito sobre o significado da vida foi um pouco mais forte do que o efeito sobre a satisfação com a vida”, explica Newman, se referindo a um modo mais amplo que os conservadores possuem de enxergar a vida.
Ou seja, não se trata apenas de estar satisfeito com o momento, mas sim de encontrar um sentido maior, inclusive para o significado da própria satisfação.

A religião como influência

Newman explicou que apesar dos conservadores serem mais religiosos, o estudo procurou controlar essa influência. Sua equipe ainda pretende explorar mais a razão disso para tentar entender melhor os resultados sem o viés da religião.
“Uma questão que ainda precisa ser abordada é por que os conservadores encontram mais sentido na vida do que os liberais. Nossos resultados mostraram que isso não pode ser completamente explicado pelo fato de que os conservadores são mais religiosos do que os liberais”, disse ele, segundo o Psy Post.
Fonte: Gospel mais

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Somos Deuses?

Por Wilkson Rodrigues.

A estratégia de Satanás desde do princípio continua a mesma, tentar convencer o homem que ele não é uma mera criatura, mas que está, ou pode estar, em pé de igualdade para com seu Criador. Em Gn 3, a serpente diz ao homem: “Sereis como Deus”. Isso vem se reverberando através dos séculos frequentemente. Grupos como a Nova Era, iogues, assassinos e feiticeiros não nos surpreendem ao fazerem essas declarações. Entretanto, o mais preocupante é saber que essa reverberação está sendo feita por líderes evangélicos. Homens como K. Hagin: “Fomos criados em temos de igualdade com Deus... sem inferioridade.” Morris Cerullo chega a afirmar que: “O propósito de Deus era reproduzir-se, por isso criou o homem”. Os termos “duplicata” e “duplicação” aparecem constantemente nos discursos destes. 

Definir o termo

É importante ressaltar que o termo “pequenos deuses”, embora não soe bem, mas não é herética, desde que não seja usada no sentido de igualdade ou parte de Deus. A igreja oriental ortodoxa usa essa expressão, mas no sentido que fomos adotados por Deus. Eles não ensinam que homens falíveis sejam duplicações ou duplicatas exatas de Deus.

Uma nova distorção bíblica

Tornou-se comum para os adeptos usarem base bíblica, fora do contexto, para confundir a cabeça dos incautos e se passar como doutrina bíblica. A passagem de João 10.31-39 é usada para legitimar a deificação humana. Nessa passagem, Jesus encontra-se perto pra ser apedrejado por afirmar ser Deus: “não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?”. Jesus está fazendo referência ao Salmo 82. 
Os adeptos desse pensamento construíram toda a base de uma doutrina sem fazer a exegese do texto primário. Eles não se preocupam quando uma passagem contradiz a outra. Visto que, ao reproduzir esse ensino de Jesus dessa forma, eles estariam invalidando a passagem de Mc 12.29 e Dt 6.4, onde está explícito que só existe um Deus.

Exame mais acurado do salmo 82

No salmo 82, trata-se de um tribunal que está sentenciando os juízes que agem com imparcialidade, em favor dos ímpios. Em outras palavras, os juízes que pensavam que eram deuses, estão sendo ridicularizados. Por isso, não podemos fazer uma interpretação literal da passagem “sois deuses”, porque o contexto não dá suporte pra isso. Quando é pronunciada essas palavras, no Salmo, é pra deixar claro que esses mortais um dia iriam perecer, sofrer fraqueza, debilidade como qualquer outro. Na passagem, que Jesus se referiu, existe a expressão “filho do altíssimo”. Os adeptos usam um argumento fajuto para explicar que Jesus usou a passagem no literal. De acordo com esses adeptos, a prole toma a mesma natureza de seu pai. Um exemplo, seria que os cães têm cachorro, os gatos têm gatinhos, os peixes tem peixinhos; assim, Deus tem pequenos deuses. Os filhos de Deus são deuses. Satanás também é referido como um “deus”, em 2 Coríntios 4.4, mas por certo, ninguém supõe que isso significa, ser Satanás, uma exata duplicata de Deus. O livro de Jó deixa bem claro o quanto estamos longe de ser igual o nosso Criador.

No texto de Is 43.10-14 diz:
“Vocês são minhas testemunhas, declara o Senhor, e meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum. Eu revelei, salvei e anunciei; eu, e não sou um deus estrangeiro entre vocês. Vocês são testemunhas de que eu sou Deus, declara o Senhor. Desde os dias mais antigos eu o sou. Não há quem possa livrar alguém de minha mão. Agindo eu, quem pode desfazer?" Esse texto, mostra a grandeza de Deus e o quanto somos pequenos.

Outra coisa que os adeptos não se deram conta, é o fato de que somos filhos de Deus, não por natureza, mas por adoção. Eles poderiam levar no sentido literal também, quando Jesus chama os fariseus de serpente.  Gn1.26,27, também é usado de maneira distorcida para legitimar as aberrações que esses adeptos da fé propagam, dizendo que somos a imagem e a semelhança de Deus. Entretanto, o teólogo Millard Erickson sumarizou muito bem quando disse que “a imagem de Deus, na humanidade, evolve aquelas qualidades de Deus que, refletidas no homem, possibilitam a adoração, a interação pessoal e o trabalho conjunto”.  Longe de ser uma reprodução de Deus, a espécie humana é mais, corretamente, retratada como um reflexo de Deus. O fato que fomos criados a imagem de Deus, reflete de maneira, finita e imperfeita, os atributos comunicáveis.  Jamais o livro de Genesis afirma que somos um SOBERANO AUTÓNOMO. Pelo o contrario, somos mordomos encarregados de cuidar da criação de Deus. Um lugar onde podemos submeter a teste essa hipótese é o livro de Jó. Deus procede um discurso comparativo, dele com a humanidade. Passando quatro capítulos demostrando a Jó, com detalhes espantosos, a vasta diferença entre fracos homens e seu admirável criador.  O fato é que a Bíblia, em parte alguma, não ensina ou confirma a doutrina dos pequenos deuses. Deus é, infinita e eternamente, exaltado acima da humanidade. É o cúmulo da arrogância pensar que os seres humanos podem, ao menos, se equipar a Deus, em sua espantosa santidade e majestade. Não obstante, é isso que os proponentes estão ansiosos por fazer.

Fonte: Hank Hanegraaff, livro "O Cristianismo em Crise" CPAD, 1993.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Acendedor de sacrifícios


Sabe aqueles momentos em que tudo está dando errado? Aqueles dias em que as notícias ruins insistem em aparecer. Aquelas consultas com o médico sobre um diagnóstico que você temia. Aquela conversa “não é você, sou eu” com seu/sua quase-ex-parceiro(a). Aquele extrato do banco que parece nunca sair do vermelho. Então, sabe do que estou falando?

Pois é… Como continuar a acreditar que Deus é a nosso favor nessas horas? Uma pergunta justa, eu diria. Cuja resposta deve estar gravada definitivamente dentro de nós.

Para falar sobre isso, quero olhar para a história de Gideão. Naquela época, Israel havia sido dominado pelos midianitas e viviam uma sofrência só. Era no nível das pessoas se esconderem em cavernas e terem todas as suas plantações destruídas. E, vamos lá, não é legal ter que comprar o café da manhã na Padaria do Arqui-inimigo.

Neste momento Gideão aparece na história – apavorado e tentando fazer um caixa dois de trigo. O Anjo do Senhor – que é o próprio Jesus – aparece logo em seguida dando bom dia, chamando Gideão de “poderoso guerreiro” e falando que ele vai liderar a libertação de Israel. Não preciso nem dizer que o cara surtou, né?

Pulando partes da conversa que segue tudo isso, chegamos a Juízes 6:17, que diz:

“E Gideão prosseguiu: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo. Peço-te que não vás embora até que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante de ti”. E o Senhor respondeu: “Esperarei até você voltar”.

Gideão foi para casa, preparou um cabrito e com uma arroba de farinha fez pães sem fermento. Pôs a carne num cesto e o caldo numa panela, trouxe-os para fora e ofereceu-os a ele sob a grande árvore.

E o Anjo de Deus lhe disse: “Apanhe a carne e os pães sem fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo”. Gideão assim o fez. Com a ponta do cajado que estava em sua mão, o Anjo do Senhor tocou a carne e os pães sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu.” (Juízes 6:17-21)

“Ah é? Então Você está dizendo que está comigo? Que é ao meu favor? Que não importa o inferno astral rolando na minha vida? Então me dê um sinal!”. Essa foi a reação de Gideão. E essa seria a minha reação também, para ser bem sincero. Mas uma coisa me chamou a atenção nessa passagem e é sobre ela que quero falar.

Perceba a natureza do acordo de Gideão. Ele saberia que Jesus era a seu favor se aceitasse o sacrifício. Por isso, no desespero de aprontar o cordeiro e os pães rápido o suficiente para Jesus não se entediar e voltar aos Céus, Gideão volta para sua casa. Ele simplesmente abre mão da presença de Jesus para preparar o sacrifício.

Agora note o que acontece em seguida: Gideão volta, prepara tudo e… JESUS BOTA FOGO NO SACRIFÍCIO. Pera lá! O sacrifício era de Gideão, Jesus. Que que você tá fazendo? Ele que deveria acender a fogueira!

Não. O sacrifício não era de Gideão. Assim como também não é nosso. A mensagem que eu percebo aqui é: o único sacrifício que importa é o sacrifício de Jesus Cristo – a Cruz. Esse sacrifício é a garantia que temos de que Deus é a nosso favor. Ele entregou o Seu único filho em uma cruz! Entregou o que tinha de mais precioso, o que mais amava! Entregou parte de si mesmo para morrer uma morte indigna, cruel e amaldiçoada! Embora Gideão não entendesse tudo isso, Jesus estava falando profeticamente que a Sua morte é a garantia final para a Graça e o Favor de Deus.

Por que então continuar perguntando se Deus é realmente por nós? Por que ficar correndo atrás de sinais? Será que não percebemos que o resultado dessa busca incessante é sempre a abdicação da presença de Jesus? Portanto, tenha fé que não há maior prova de fidelidade que a Cruz. Confie no Seu Pai! Ele não te esqueceu nem te abandonou. Ele luta por você e vai fazer todas as coisas cooperarem para o seu bem (Rm 8:28)!

Do blog Ritmos da Graça

terça-feira, 12 de abril de 2016

Eu Voltei!

Olá pessoal!
Que a Graça e a Paz do nosso Deus esteja com vocês!

Bom, como vocês podem ver, faz um bom tempo que não posto nada por aqui, mas me bateu saudades e vim aqui pra dizer que EU VOLTEI!!!

Confesso a vocês que quero voltar com tudo mesmo! Quero compartilhar um pouco do que Deus me deu e receber de vocês, aquilo lhes foi dado, ou seja, gostaria que vocês comentassem as postagens, divulgasse também esse blog. Pois sei que, igual a mim, existem milhares de cristãos que são, de fato, "Guiados na Palavra".
Bom, eu pretendia mesmo era criar outro blog, mas daí vi que esse já existe desde 2010, então pensei: "Por que não reativar e dar seguimento ao que já existe?". Pensando assim, estou de volta e quero tratar assuntos relevantes a fé Cristã como, por exemplo, teológicos, doutrinários, devocionais e etc. Confesso que não sou nenhum bacharel em teologia ou coisa do tipo, mas sou um simples servo que quer aproveitar essa porta aberta por Deus para falar do pouco que eu conheço das Sagradas Escrituras.
Quero trazer postagens semanalmente, de preferência aos sábados, pois como um cidadão comum, que sou tenho meu tempo um pouco restrito.
Peço vossas orações, pois sei da responsabilidade que é o de falar das escrituras.

Que Deus, em Cristo, nos abençoe!

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! Rm.11.36

Por: Mardônio Araújo

 Um simples servo